quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Entrevista In-Versos - Feita por: Raissa Vidal

"Cinco amigos de 16 anos que se reúnem para tocar rock. Essa situação poderia ser apenas uma brincadeira de adolescente, mas a ‘In-Versos’ vem mostrando que é muito mais do que isso, com a qualidade de suas musicas cover e até com músicas próprias! A banda já está ativa a pouco mais de um ano e isso demonstra que não é apenas um passatempo de jovens. Além do período considerável de duração, eles vêm tocando em locais importantes no cenário underground da cidade e nesses lugares tem mostrado muito talento."



Qual é a história de cada um com a música? Qual foi o primeiro contato e de onde veio o interesse?
Augusto: Quando pequeno via meu tio tocando baixo, me interessei e comecei a tocar sozinho. Além disso, minha avó pedia para eu cantar música italiana, então acabei sendo estimulado a cantar. Me interessei por tocar baixo, porque meus dois tios tocavam baixo e um dos meus tios morreu, então tocava ‘With Or Without You’ em sua homenagem.
Fred: Meu interesse por músicas veio, principalmente, pela minha mãe; ela que me apresentou a praticamente todas as bandas que conheço. Meu interesse por baixo veio do John Deacon, do Queen.
João: Fui influenciado bastante pelo meu pai e seu gosto musical, que abrange justamente o estilo musical da banda. Mas comecei a me interessar na época do ‘American Idiot’ do Green Day. A partir disso, virei fã e comecei a buscar cada vez mais e mais sobre bandas e música.
Muti: Aos 6 anos de idade assisti a um DVD do show do Guns do meu tio. Gostei muito e passei a assistir ao show os dias. Bom, os anos se passaram e eu sempre tive vontade de tocar algum instrumento; Acabei me apegando ao violão e logo em seguida ganhei minha guitarra e comecei a treinar.
Pedro: Quando pequeno eu dividia o quarto com meu irmão que ouvia muito Cazuza e Red Hot Chili Peppers e eu me interessava por aquelas música. Um dia um amigo meu estava tocando “Californication” e pensei que também gostaria de tocar aquilo. Então, peguei um violão que meu pai não usava mais, troquei as cordas e comecei a tocar. Depois comprei minha guitarra e comecei a expandir meus horizontes musicais.

Quais são as principais influências? Qual é a banda que mais agrada a vocês para fazer cover?
A: AC/DC, Lynyrd Skynyrd e U2.
F: Queen, U2 e The Police.
J: Green Day, The Police e The Who.
M: Metallica, Iron Maiden e Avenged Sevenfold.
P: The Beatles, Queen e AC/DC.
T: Para cover temos mais sucesso com Rolling Stones e Pearl Jam.

Como vocês classificariam o estilo da banda?
T: Hard Rock e Rock Clássico

E o nome ‘In-Versos’? Surgiu como?
M: Durante o processo final da formação da banda, estávamos em busca de um nome para ela. Surgiram várias idéias e como tinhamos uma proposta diferente, pensei em algo que transmitisse essa idéia de algo ‘contrário’. ‘In- Versos’ dá essa idéia de oposição e também há o sentido musical, por conta do termo ‘versos’.
A: Somos diferentes de um jeito musical! (risos)

Na música ‘Uma Só Nação’ vocês relatam fatos desagradáveis da sociedade e refletem sobre a possibilidade de mudança. Vocês realmente acreditam na possibilidade de um mundo mais justo? De onde veio a inspiração para a música?
A: Na música deixamos a mensagem “Será que um dia o mundo vai mudar?”, o que leva as pessoas a refletir. Não vale a pena só uma pessoa tentar, temos que dar as mãos e agir. Para surgir essa musica, misturamos a revolta com os problemas e a esperança de um dia tudo se resolver.
P: Eu realmente acredito que dê para mudar o mundo. Desde cedo eu sempre gostei muito de história e geografia (parte humana) e eu tinha um professor que me fez ter uma maior visão critica e social do mundo, além de ser um tema que eu sinto facilidade de compor.

De alguma forma, a criação desta música teve influencia de alguma banda que vocês gostem e tenham letras com essa mesma perspectiva?
P: Sim, uma das que usei para me inspirar foi ‘Imagine’, do John Lennon.

Na música 'Rock N’ Roll Não Vai Morrer' vocês falam sobre a importância de novos roqueiros e sobre bandas que já acabaram, mas que continuam fazendo sucesso. Vocês, que podem ser chamados de novos roqueiros, pretendem estimular a própria geração a ouvir bandas antigas que faziam um "bom som"?
A: O rock é realmente contagiante, mas perdeu muita força de um tempo pra cá. Com essa música tentamos mostrar que apesar dessa queda, o rock ainda é forte. Procuramos não apenas o sucesso com nosso estilo, mas também estimular outras pessoas a se entregarem ao rock, aprendendo com os grupos antigos, claro

P: Sim, eu acho que o rock realmente nunca irá morrer, porque se você for ver na linha do tempo, já tivemos várias bandas e eu acredito, por exemplo, que quando os Beatles acabaram ninguém imaginava que iriam surgir outras bandas que pudessem fazer tanto sucesso no rock. E também muitas dessas bandas, mesmo não existindo mais, ainda influenciam muitas outras e são ouvidas por novas gerações, portanto elas continuam vivas em nossos corações.


Quase Fui Ao Show De Rock' fala sobre algum fato real da história de vocês ou foi uma história inventada? Contem-me um pouquinho sobre isso!

J: Foi sobre o show do Guns N’ Roses que aconteceu no início desse ano. Estávamos indo para o evento, mas no meio do caminho começou a chover muito forte, foi uma chuva histórica na cidade. Fecharam a Ponte Rio-Niterói e ficamos presos no carro em que estávamos. Logo as rádios começaram a anunciar que o show tinha sido cancelado porque parte do palco havia despencado.


A música ‘Tudo Por Dinheiro’ também se baseia num desacordo com o posicionamento de grande parte das pessoas. Tendo em vista que estão no inicio da carreira e já fizeram duas músicas que, de alguma forma, demonstram um senso de consciência e preocupação com valores éticos, vocês podem dizer que tem um foco nesse assunto? Ou buscarão uma variedade de assuntos que não necessariamente tenham um caráter existencialista?
A: Procuramos abordar vários assuntos, mas esse foi escolhido como ponto de partida, pois é muito vivido, mas pouco comentado. Procuramos reavivar as pessoas, para que elas possam responder a altura quando surgirem essas ''barreiras sociais''
F: Gostamos desses assuntos de protesto! (risos)
J: Geralmente escrevemos a letra com os fatos que vem acontecendo, a gente usa bastante o presente, acompanhando as notícias.
P: Acho que está muito cedo pra falar de um foco da banda, mas quando fomos fazer essa música, havíamos combinado de tentar fugir do padrão de fazer somente músicas românticas. Não que a gente não possa fazer, mas tentamos variar.

A música ‘In-Versos’ fala um pouquinho da vida da banda. É realmente difícil manter uma banda? Quais são as maiores dificuldades? Qual dica vocês dariam para quem está começando uma banda agora?
A e P: Sim. Chegar em um acordo é uma dificuldade; são gostos diferentes, pessoas diferentes. E, no caso da nossa banda, ainda há o fato de que, no início, ninguém se conhecia. A dica que podemos dar é: “NÃO DESISTAM! Não tenham medo de errar!” e “não formem uma banda colorida!” (risos)

Quais são os próximos planos da ‘In-Versos’ dentro da música ? Vocês pretendem gravar um CD?
J: Nosso maior objetivo agora é divulgar a banda, através de shows e pela internet, que é, atualmente, um grande meio de publicidade. O problema de gravar um CD são os custos com gravação.
P: Nosso principal objetivo é tocar no Rock In Rio! (risos)

5 comentários:

  1. Eu sou a ovelha negra das influencias hsuahusuhas
    fiko foda a entrevista \o

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  2. huahuauhauhauhhua é verdade...
    1o o Rock In Rio, dps o mundo!!!

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  3. Ainda não tive tempo de ler tudo \o/ jájá termino, parece estar legal :)

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